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O perdão

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Ele merecia mesmo era um mar de palavras feias jogadas em cima dele, para descontar toda a raiva que ela teve nos últimos tempos. A raiva que a corroía por dentro, causava taquicardia e fortes dores de cabeça. Olhou muitas vezes o recado recebido. À primeira vista, não sabia quem era. Ela havia apagado o número do celular dele de sua lista... Quis apagá-lo de sua vida, principalmente. Ficou confusa com a mensagem e só então observou a foto no aplicativo. Pensou em várias coisas para dizer. Quis cuspir na cara dele o quanto aquilo a atacou por dentro, quis xingar, quis bater. Mas ele não merecia nem isso, menos ainda uma resposta ou um olhar de compaixão. Não merecia o ar que respirava. Não merecia, acima de tudo, que ela ficasse daquele jeito por alguém que não significava nada para ela. Não mais. De um jeito quase relutante, decidiu perdoá-lo. Mas era só da boca pra fora, para mostrar que ela era maior do que aquilo, ainda que não fosse bem assim. Ele a traiu do pior jeit...

Por um ano melhor!

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Depois de um ano (e mais um pouquinho) sem postar nada, vim tirar o pó e desejar um 2015 muito feliz!! Sem brigas e sem discussões! Todos têm um espacinho no mundo, ainda que pequeno. Pequeno porque esse espaço somos nós que conquistamos. É um processo lento, mas gratificante. São palavras e gestos que nos ajudam a conquistar cada pedacinho! A cada ano, temos aquela mania de fazer promessas pro ano seguinte. Eu mesma fiz muitas dessas. Escrevia vários itens num papelzinho bonito, com letra caprichada e deixava na minha carteira. Ali ficava até o ano seguinte. Não era surpresa perceber que o ano se acabou e das promessas, uma só – e olhe lá - tinha sido cumprida. Parei com isso. Decidi que estabeleceria metas ao longo do ano e tentaria cumpri-las assim. Posso dizer com toda a certeza que isso tem funcionado muito mais, porque eu sei que se escrevê-las num papel, logo serão esquecidas até o ano seguinte. Mais do que listá-las, é preciso que exista força de vontade. E...

1999

1999. Foi o ano em que tudo aconteceu. Mariana estava com 21 anos, no auge de sua vida. Nunca estivera tão feliz! Seu namorado, Diego, tinha acabado de pedi-la em noivado. Nem seus pais sabiam da novidade ainda. Ela, o namorado e os amigos pegaram uma semana de folga no fim do ano e decidiram viajar para o litoral. Era dia 31 de dezembro e eles alugaram uma casa na praia para comemorar o Ano Novo. Saíram de madrugada. Na noite anterior, Mariana mal conseguiu dormir de ansiedade. Já começava a imaginar como seria os dias por lá.

Dos meus sonhos

Abri a janela do quarto O sol entrou, o vento me tocou Não muito longe teu olhar me esperava Talvez não a mim... O inevitável me convidava Um gole no copo de bebida gelada

Daqueles dias

“Depois não reclame”, diz ela em tom de alerta. O dia não começou bem aquele dia. Foi uma briga feia logo pela manhã. Ele saiu batendo a porta, dando arranque no carro. Ela, ainda foi tomar um banho para esfriar a cabeça e tentar não pensar naquela discussão. Mas, como era de se esperar, não conseguiu. Ficou imitando o jeito que ele dizia todas as absurdas desculpas para não mudar. Para ela, era tudo tão óbvio. Porque ele tinha que ser tão cabeça dura? “Ele que faz tudo errado e a culpa ainda é minha. Se dei algum conselho, foi ele quem pediu”, pensou alto, ficando com mais raiva ainda. Eles quase nunca discutiam. Era raro, mas quando acontecia, era dia de ele dormir fora de casa. Típico dele, não aguentava ouvir uma única opinião que se opusesse ao que ele pensava. E era isso que mais a irritava: essa prepotência de achar que só ele estava certo. Com o fato, ela começou a se lembrar de todas as outras vezes em que isso aconteceu. Por bobagens, meras bobagens. Porque s...

Reencontro

Era quarta-feira. O senhorzinho de cabelo grisalho, que todos tinham até certo receio de cumprimentar, se arrumava toda quarta-feira no mesmo horário: às 18h05. Era aposentado e quase não saía de casa, exceto por esse dia da semana. Escolhia a camisa mais bonita e tomava um banho bem tomado. Penteava os poucos cabelos que tinha com o maior cuidado possível, pegava sua bengala e saía caminhando lentamente até a igrejinha perto de sua casa. Queria estar impecável. Já fazia um bom tempo. Um tempo que ele sentiu passar arduamente. Já se passara 10 anos desde que a perdeu. No início, sentiu raiva, melancolia, uma tristeza tão profunda que pensou que morreria. Ela era a sua força, o significado da felicidade. Por dias, ficou estático. Não queria comer, não queria ver ninguém, mal atendia a porta e muito menos o telefone, que tocava tão insistentemente que decidiu tirar do gancho.

O fim de ano

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Depois de séculos sem postar... Algumas palavrinhas de fim de ano... Fazer um balanço é sempre difícil e as metas que estabeleci no início do ano, nem todas foram cumpridas. Não sei por que ainda faço isso, já que a lista se perde por aí e eu fico sem saber o que disse que faria ou deixaria de fazer. Só posso dizer que o ano foi bom, ou melhor, muito bom. Tem coisa que parece que foi há muito tempo... Mas foi aqui, nesse ano de 2012. É até estranho... Mas sinto que estou onde deveria estar. Clichê, porque eu adoro! Depois de muitas experiências, acredito fielmente que atraímos aquilo que emitimos. Às vezes é bem difícil controlar certas emoções, confesso... Mas, trabalhar com elas tem sido um pouco mais fácil que antes. Talvez fingir sentir seja a resposta... Talvez não... Quem sabe? Ainda é semana de Natal. Mas as pessoas costumam emendar um “Feliz Natal e um próspero Ano Novo”, ainda que eu as vá ver durante esse pequeno intervalo. Pela primeira vez não tenho se...